segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Hoje sinto-me assim



Os últimos 3 meses têm sido difíceis por aqui, emocionalmente desgastantes. Não interessa explicar porquê, todos têm problemas, não quero maçar-vos com os meus. Toda a gente já passou por momentos menos bons na vida e certamente sabe avaliar a angústia que se sente quando o nosso mundo, de repente, fica de pernas para o ar.
É por isso é que este blog anda um bocado chato. Esforço-me por mostrar o lado bom e terno da minha vida mas como ando um bocadinho triste isso reflete-se nos meus posts. Podia parar o blog por uns tempos mas vivo numa terra pequenina, longe da minha família e amigos, o blog tem sido importante para me sentir ligada a pessoas que são muito importantes para mim. Para além de servir de montra para os meus trabalhos e com isso ir conseguindo encomendas que são cruciais para o desenvolvimento da minha cratividade.

Feito o desabafo aqui vai a explicação do que o motivou. O meu filhote do meio ficou com febre na 6ª feira, não foi à escolinha até percebermos o que se passava e para receber os mimos da mãe (a grande vantagem de ter esta actividade profissional é a de poder gerir o meu tempo). Passou o fim de semana rodeado da família, brincadeiras e mimo. A febre passou e como não existem sinais de maleita fez-se a rotina normal de uma manhã de semana. Na hora de entrar no carro para ir para a escola começou a chorar baba e ranho, porque "ainda lhe doía um bocadinho a cabeça e queria ficar em casa com a mãe". Fiquei com o coração apertado e a perguntar-me se seria mesmo necessário ir para o atelier hoje ou se poderia ceder ao pedido. Não cedi. Cheia de angústia. A verdade é que acredito que para ser boa mãe eles têm de ser a minha prioridade mas não a minha exclusividade. Só assim consigo crescer como ser humano e enriquecê-los e orientá-los com diferentes perspectivas de vida, que também eu vou recebendo com a minha actividade.
Isto assim escrito parece muito acertado. Qualquer mãe que trabalhe percebe o que eu estou a dizer. Mas também percebe quanto dói deixá-los na escola de lágrima no canto do olho. E quando o nosso próprio coração anda triste, tudo fica ainda mais negro. Daí a pintura. Vou para o atelier assim, com aquele olhar perdido. À espera que alguém bata à porta para me fazer uma encomenda fantástica para eu sentir que valeu a pena a escolha. E fazer figas para que o meu princípe risonho esteja realmente risonho logo, quando o fôr buscar à escolinha.

2 comentários:

Sara disse...

Olá!
São uns malandrecos os nossos filhotes.
Concerteza que ele nem pensou mais nisso durante o dia... é a ressaca de 2ª feira e dos miminhos...
Li num livro de psicologia infantil que quando as crianças dizem "não quero ir para a escola" de manhã, não quer dizer que não gostem de estar na escola. Não querem é levantar cedo, sair de casa, etc. (Como também me acontece tantas vezes pela manhã). Quando chegam à escola rapidamente lhes passa. Nós é que ficamos com o coração apertadinho, mas isso é bom sinal, é porque tem "coração de mãe".
Quanto a todos os outros problemas espero que de alguma forma tudo possa melhorar.
Sou seguidora do seu blog à pouco tempo mas visito regularmente.
Força e continue com o bom trabalho...
Sara

Cristina Lopes disse...

Obrigada pela força e pelas visitas ao blog, Sara.
Melhores dias virão, tenho a certeza :)