


A ideia surgiu de repente, 6ª feira à tarde, quando vi que o risonho trazia na mão uma bruxinha de cartolina, com uns quadrados de papel toscamente colados (mas muito elogiados), trabalho feito na escolinha para comemorar o Halloween. Propus-lhes decorarmos uma abóbora e a reacção foi explosiva: "SIM!!!".
Cortei o fundo, para que assentasse melhor e para podermos retirar o recheio, fiz os olhos e a boca (a sorrir "para não termos medo") e finalmente acendemos duas velas no interior.
Foi o delírio.
Não houve visita cá a casa que não fosse recebida de luzes apagadas e muitos gritos de alegria (que eles achavam assustadores, claro).
Senti-me um pouco a trair os meus princípios de que cada país deve festejar as épocas festivas (desculpem a redundância) de acordo com as suas tradições e não cair no lugar comum de repetir tudo o que se faz nos Estados Unidos.
É uma cultura que nos entra pela casa nos filmes, séries televisivas, desenhos animados e que por mais que tentemos controlar acabam por ser uma presença comum, quase diária.
O compromisso foi decorar a abóbora e não comprar um fato de bruxa (o que ela queria mesmo era um fato de borboleta para comemorar o dia das bruxas, não consegui perceber porquê) e comer castanhas e bolinhos de erva doce e noz.
Foi uma aglutinação sensata de culturas. Espero.